Florianópolis
Itaguaçu e as Bruxas da Ilha da Magia.
Entre os diversos mistérios que permeiam a existência de Florianópolis, suas praias e seus recantos, destaca-se a lenda das Bruxas de Itaguaçu, a qual narra a suposta origem das pedras flutuantes da praia do Itaguaçu.
Localizada na parte continental de Florianópolis, entre a Baía de São José e a Baía Sul, Itaguaçu possui areia média, levemente amarelada e rochas de diferentes tamanhos e formatos, espalhadas ao longo de suas águas claras e tranquilas. As pedras, que parecem flutuar e conversar entre si, habitam o imaginário de todos que as veem, embalados pela fabulação de suas formações.
Durante o período de colonização, mulheres acusadas e perseguidas por “feitiçaria” foram trazidas de Portugal para Florianópolis e ali se estabeleceram. O fato é que, desde a chegada delas, o discurso popular – alimentado pela bruma de suas origens – desfiou acontecimentos cheios de mistérios, onde barcos sumiam em alto mar, cavalos amanheciam com suas crinas trançadas e mulheres, de beleza inigualável, conseguiam seus intuitos a partir de suas poderosas habilidades em envolver e “encantar” aqueles a quem decidiam seduzir.



Durante o período de colonização, mulheres acusadas e perseguidas por “feitiçaria” foram trazidas de Portugal para Florianópolis e ali se estabeleceram. O fato é que, desde a chegada delas, o discurso popular – alimentado pela bruma de suas origens – desfiou acontecimentos cheios de mistérios, onde barcos sumiam em alto mar, cavalos amanheciam com suas crinas trançadas e mulheres, de beleza inigualável, conseguiam seus intuitos a partir de suas poderosas habilidades em envolver e “encantar” aqueles a quem decidiam seduzir.
Conta a lenda que, certo dia, as bruxas resolveram organizar uma festa e escolheram a praia de Itaguaçu para ser seu Salão de Festas. Elas convidaram todos os seres mágicos da região, menos o diabo, pois ele traria consigo seu odor acre e afugentaria seus convidados. O Diabo, enciumado e aviltado com a audácia dessas mulheres, apareceu de surpresa e, como punição, transformou todos os presentes em rochas. Ainda hoje, aqueles que vivem nas redondezas dizem ouvir cantos e sussurros, como se as pedras conversassem entre si, relembrando sua história.
Texto: Priscila Nunes